Site fora do ar: conheça as principais causas e como evitar o problema

Você trabalha com web? Mantém páginas de clientes ou da empresa em funcionamento? Então você já sabe como é frustrante ter um site fora do ar em mãos.

Ainda mais atualmente, quando a web se tornou o canal para diversos serviços e produtos, não conseguir oferecer acesso ao usuário pode ser prejudicial para o negócio e até a sua reputação.

Então, vamos resolver essa questão de uma vez por todas! Veja o que pode estar causando a instabilidade dos sites que você gerencia e como fazer as escolhas certas para se prevenir. Acompanhe!

Quais são os fatores que causam ou influenciam a queda de um site?

Todos os sistemas e processos que influenciam no funcionamento de um site fazem com que existam inúmeras causas possíveis para sua indisponibilidade. Mesmo assim, essa identificação não é tão complexa, já que essas possibilidades estão divididas em 3 fatores principais:

  • código mal formatado (alguma má otimização do código de site, podendo causar a queda ou fazendo com que ele trave);

  • bug no código (dependendo do bug pode derrubar todo o sistema);

  • serviço inadequado (por exemplo, se a pessoa tem um serviço grande, ela não consegue usar uma hospedagem compartilhada para hostear, é preciso usar um VPS ou um servidor dedicado a isso).

Ou seja, um site fora do ar é causado, em 90% dos casos, por um erro em uma alteração de código ou no dimensionamento equivocado da infraestrutura necessária para atender à demanda.

É por isso que o trabalho de qualidade de um desenvolvedor web passa não apenas pela sua capacidade de programar, mas também visão de negócio e gestão de ativos. Quem se prepara não toma sustos.

Quais são as melhores práticas para prevenir e evitar um site fora do ar?

Se você só precisa prestar atenção nesses três fatores principais para identificar por que um site caiu, também dá para usar a mesma lógica na prevenção.

Afinal, conhecer as causas te possibilitam evitá-las. Veja como é possível por esse tipo de trabalho preventivo em prática na web:

Apostar em monitoramento

Independentemente da origem de qualquer problema, a primeira coisa a fazer é monitorar o seu serviço.

Para fazer o controle de acessos é possível utilizar ferramentas gratuitas como o Google Analytics e outras plataformas open sources — serviços que permitem esse acompanhamento.

Você também deve investir em uma ferramenta para identificar bugs, como é o caso da Sentry. Ela ajuda a reconhecer erros na aplicação, registrando o problema e o enviando por e-mail para que você tenha um registro deles e saibam que o está causando o travamento do site.

Aprimorar seus processos de desenvolvimento

Também é interessante notar que muitas vezes um código mal escrito não vem da capacidade técnica de um profissional, mas como ele gerencia seu próprio tempo.

Incluir metodologias ágeis de desenvolvimento na sua rotina ou abordagens mais pragmáticas de programação vão estruturar a forma como você constrói, monitora e itera.

E de novo, é importante contar com a tecnologia e a automação. A parte mais difícil nesse processo é a de implementação da ferramenta de monitoramento, mas, a partir do momento que ela é colocada, faz todo o procedimento.

Por exemplo, se você implementar a ferramenta hoje e acontecer um erro imediatamente, ela vai informar “às 10:58 aconteceu o erro x, no arquivo x, com o usuário x, fazendo tal coisa”.

Isso vai servir como base para solucionar o problema. É aí que entra a sua organização para incluir o erro no seu fluxo de trabalho e resolvê-lo da forma mais rápida e eficiente possível.

Escolher bem sua infraestrutura

Falamos no primeiro tópico sobre serviços inadequados e precisamos reforçar: encontrar a infraestrutura que atenda à sua previsão de demanda é muito importante para a estabilidade do site.

No início, até é possível usar uma hospedagem compartilhada. Porém, conforme ele for crescendo, é preciso adequar o seu serviço a uma plataforma adequada para hostear.

Por isso, é preciso ficar atento a essa questão conforme o serviço cresce, pois, a hospedagem compartilhada aguenta poucos acessos e, à medida que aumenta, acaba saindo do ar periodicamente.

Qual é a importância dessa prevenção?

Ter um site hoje dificilmente significa apenas expor a marca de uma empresa para o mundo. Mesmo que você esteja apenas iniciando na área, já deve ter percebido como a demanda de web hoje é muto voltada para experiência do usuário e uso rico de ferramentas de interação e oferta de serviços.

Por isso, a instabilidade influencia cada vez mais no sucesso de um negócio que depende de seu site para atender ou se relacionar com seus clientes.

Se você trabalha em uma empresa, seu papel é fundamental nesse processo. Se trabalha como freelancer, essa preocupação é o que vai destacar o seu trabalho da concorrência.

Como escolher uma hospedagem adequada para não ter dor de cabeça?

Dos 3 fatores que citamos, dois dependem diretamente do seu esforço, enquanto um tem relação com a sua visão global do que significa um site sempre disponível.

Estamos falando da hospedagem. Sem um bom host, nem o trabalho mais incrível na codificação vai se traduzir em uma boa experiência.

Geralmente, o resultado é uma página que cai toda hora, fica lenta e que consome muito da sua rotina para contornar o problema.

Basicamente, a pessoa começa uma lojinha, mas é a empresa que oferece o apoio para que ela cresça. Então, é uma questão de atender e se relacionar com o cliente, de ficar atento e acompanhar.

Se o problema for da empresa, ela tem obrigação de informar ao cliente o que está ocorrendo. Não é um padrão, mas algumas empresas, como a Locaweb, dão esse serviço adicional e informações como: “No horário das 14 horas o site tem um pico de acesso e nesse momento o sistema cai. Por isso, deveria migrar para tal solução.”

Nesse caso, a Locaweb informa o erro e já faz a migração mediante a permissão do cliente, enquanto em outras empresas muitas vezes é preciso que o desenvolvedor faça todo o processo, mude o serviço, suba tudo novamente e, dependendo, até coloque as ferramentas de novo.

É essa postura que deve se buscar na hora de escolher a hospedagem certa: existe uma preocupação para ser vista mais como parceira e menos como apenas uma prestadora de serviços.

E se você tem uma parceria desse nível, com um fluxo de trabalho bem estruturado e organização na forma como você desenvolve seu código, dificilmente o site fora do ar será um problema. Isso vai fazer você economizar tempo, mas principalmente vai trazer mais sucesso para a sua carreira — como profissional eficiente e confiável.

E aí, curtiu nosso artigo? Então, assine a nossa newsletter!