Nômade digital: esse estilo de vida combina com um programador como você?

Se você navega na internet com frequência, provavelmente já foi surpreendido pela clássica foto do notebook em frente a uma bela praia ou paisagem paradisíaca. Essa é a grande promessa do nômade digital: trabalhar em qualquer lugar do mundo, seja na cozinha de um desconhecido ou do alto da torre Eiffel.

A princípio, trocar a clássica rotina das 8h às 17h, dentro da empresa, pela liberdade de realizar seu trabalho de qualquer canto do mundo parece um sonho para qualquer pessoa. Porém, a vida de nômade digital envolve grandes decisões, sacrifícios e muita — muita mesmo! — coragem.

A desconfiança não tarda: será que isso é possível mesmo? E, se for, será que esse estilo de vida combina com você? Chegou a hora de descobrir!

Qual a história dos nômades digitais?

A primeira obra a tratar oficialmente o tema e cunhar o termo “nômade digital” foi o livro Digital Nomad, lançado em 1997 e escrito por Tsugio Makimoto e David Manners. As ideias apresentadas são consideradas um forte insight sobre as profissões e o estilo de vida do futuro — e, como você perceberá ao longo deste post, é provável que esse futuro já tenha chegado!

livro mais famoso, no entanto, e responsável por popularizar o assunto mundialmente é o best seller do empresário e investidor Tim Ferris, The 4-Hour Work Week (Trabalhe 4 Horas Por Semana), que expõe dicas práticas para o leitor largar de vez o mercado tradicional e começar a ganhar dinheiro remotamente.

De uma maneira geral, o nômade digital é o profissional capaz de executar seu trabalho de forma totalmente remota, sem a necessidade de se apresentar pessoalmente em um escritório, galpão, cidade ou mesmo país específico.

Como é a vida de um nômade digital?

Lembra da foto do notebook aberto na praia? Tudo bem, pode até ser possível, mas é claro que a vida de nômade digital vai muito além do calor, da areia e da água de coco. É preciso muita disciplina para manter a produtividade e conseguir o suficiente para se sustentar.

De forma resumida, a vida desse tipo de profissional se baseia em duas máximas: ganhar dinheiro na internet e estar sempre se mudando! Existem nômades que se sustentam trabalhando em empregos locais, mas esses são apenas nômades, não nômades digitais — assim como o freelancer que só trabalha em casa não é nômade, embora exerça sua profissão remotamente.

O verdadeiro nômade digital preza por liberdade, não se importa com férias, nem engole a antiga promessa de liberdade pós-aposentadoria. Ele quer viver e desfrutar de tudo hoje, de onde quiser, e acumular conhecimento e histórias por onde passar.

Como se tornar um nômade digital?

O trabalho remoto já é muito popular na Europa e nos Estados Unidos. Segundo um estudo realizado pela empresa de recrutamento Hays, aproximadamente 30% das organizações já oferecem esse tipo de trabalho.

No Brasil, a última reforma trabalhista reconheceu o profissional freelancer como um modelo válido de trabalho, mas a prestação de serviços online está longe de ser uma novidade. Programadores, consultores, redatores, designers e diversos outros profissionais freelancer já atuam no mercado há muito tempo, seja diretamente para empresas específicas ou em plataformas especializadas.

Se você já é capaz de realizar o seu trabalho inteiramente de forma remota, em tese já pode se tornar um nômade digital, mesmo se não conta com grandes clientes garantidos. Vida de luxo não combina com os nômades, porque quem se aventura nessa empreitada está sempre em busca de minimizar as despesas para se manter viajando.

Quais as vantagens de ser um nômade digital?

As vantagens desse estilo de vida são óbvias e estão sempre em destaque nos blogs sobre o assunto: trabalhar de qualquer lugar, conhecer e conviver com diferentes pessoas e culturas, aprender línguas, rotina leve e tantos outros.

Existem nômades digitais que descrevem essa vida liberta como uma expressão pura de felicidade, um jeito mais humano de se viver, sem tantas regras e normas. É claro que atuar na área que você gosta é fundamental para dar certo — e essa é também uma das premissas dos nômades.

As experiências, no entanto, são o grande barato desses “profissionais do futuro”. Mesmo para quem não pretende manter esse modelo de trabalho por toda a vida, a experiência adquirida pode significar muito.

E as desvantagens?

As dificuldades estão em toda parte, como diria a velha expressão americana: não existe almoço grátis! Não importa a sua área de atuação, será preciso se dedicar várias horas todos os dias em trabalhos nem sempre prazerosos para conseguir se manter minimamente.

Se você é iniciante no seu mercado, as coisas podem ser ainda mais complicadas. Construir autoridade, conquistar bons clientes e fazer valer o seu nome pode levar bastante tempo. E se você é do tipo que gosta de estabilidade, é melhor pensar muito antes de considerar ser um nômade digital. Folgas e feriados são palavras ultrapassadas para eles e, se por acaso você adoecer, ninguém vai lhe pagar pelo dia perdido.

Outro ponto forte também é a sua vida social. Por vezes, o profissional remoto precisa lidar com a solidão, pois nem sempre haverá tempo de construir relações sólidas — isso sem contar que viver muito longe da sua cidade natal, deixando para trás familiares e velhos amigos, pode ser um forte baque, mesmo sabendo que um dia voltará.

Ser nômade digital é para todo mundo?

Por que você gostaria de ser um nômade digital? Você é do tipo aventureiro ou é uma pessoa mais tradicional? Sua média de faturamento online é suficiente? Qual preço está disposto a pagar por grandes experiências? São muitas perguntas a responder antes de sair fazendo as malas e comprando passagens.

Comece com alguns testes. Se você é freelancer, provavelmente já conhece algumas vantagens da liberdade — dá até para sentir o gostinho do que é ser um nômade digital de verdade trabalhando em um local público, como uma cafeteria ou livraria, mesmo que fique a apenas alguns metros da sua casa. Se ainda não trabalha remotamente, o primeiro passo, portanto, é começar a se sustentar de forma online.

Não são todas as pessoas que têm fôlego e coragem para encarar a vida de um nômade digital, mas se você se identifica com eles, nunca houve momento melhor para tentar! Cada vez mais empresas oferecem trabalhos remotos e as plataformas de profissionais freelancers crescem cada dia mais.

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